sexta-feira, maio 25, 2018

Vila do Bispo | Arqueologia: Villa Romana da Boca do Rio | Budens

Vila do Bispo | Arqueologia: Villa Romana da Boca do Rio | Budens: Fotografia de Ricardo Soares Ilustrações de Vítor Fragoso A cerca de um dos...

Leitura essencial e fundamental para aqui na freguesia termine, de vez, toda e qualquer especulação quer sobre a origem de Budens, quer sobre a Villa Romana da Boca do Rio.
É que, afinal, o conhecimento e o saber não ocupam lugar...

terça-feira, maio 22, 2018

Em Budens não se cumpre a Lei

«O luto, tal como numa situação pessoal, é um período de solidariedade e pesar para com alguém ou algo. No caso do luto nacional, estende-se a todo o país e acontece na sequência da figuras de grande importância ou devido a acontecimentos excecionais.
A medida mais conhecida, e também a prevista pela legislação portuguesa, é a colocação da Bandeira Nacional. Segundo o artigo 7º do Decreto-Lei nº 150/87, de 30 de Março, que estabelece as regras sobre o seu uso, esta deve ser colocada a meia-haste “durante o número de dias que tiver sido fixado”. Assim sendo, todas as outras bandeiras que sejam hasteadas a seu lado são também colocadas da mesma forma»., in jornal Expresso.
Na sequência do falecimento de António Arnaut, que lançou as bases do Serviço Nacional de Saúde, o Governo da República Portuguesa decretou para hoje, terça-feira, dia 22 de Maio de 2018, um dia de luto nacional.
Decorre do Decreto-Lei nº. 150/87, de 30 de Março que:
«Art. 7.º - 1 - Quando for determinada a observância de luto nacional, a Bandeira Nacional será colocada a meia haste durante o número de dias que tiver sido fixado.
2 - Sempre que a Bandeira Nacional seja colocada a meia haste, qualquer outra bandeira que com ela seja desfraldada será hasteada da mesma forma.
3 - Para ser içada a meia baste a Bandeira vai a tope antes de ser colocada a meia adriça, seguindo-se igual procedimento quando for arreada».
Mas em Budens, não! Em Budens, não! Como se pode ver pela fotografia captada na manhã deste dia 22 de Maio, a Junta de Freguesia não cumpre o luto nacional, conforme decretado pelo Governo e promulgado pelo Presidente da República. E é o que temos...

segunda-feira, março 19, 2018

Budens e a Toponímia (o nome do lugar)

Em conversas informais, cá pela aldeia, fala-se muitas vezes da origem do nome de Budens. De onde terá vindo? E que significará, interrogam-se muitas vezes os nossos conterrâneos?

«A toponímia é uma das fontes de maior riqueza e igual controvérsia do panorama das idades do ferro peninsulares. Diferentemente inserida na composição das regiões proto-históricas, a celtização dos nomes dos Castri/Oppida e de diversos outros elementos paisagísticos (antroponímicos, etnonímicos, etc.), revela de forma notória e insistente a força e a evidência plena das expansões de variegados povos do foro centro-europeu. (…) Desses arqueo nomes do Sul do território poderemos destacar, e de maneira puramente aleatória, as formas seguintes: Armona (ilha de); Arandis; Arcóbriga; Ardila; Brita/s; Budens; Caetobriga / Setobriga; Cantippo; Catraleucus; Evion; Évora», in A Toponímia Céltica e os vestígios de culturamaterial da Proto-História de Portugal, de José Manuel de Amaral Branco Freire. (mais informação aqui).
 
Segundo o Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018, o nome Budens virá do baixo-latim [Villa] Budensi, «a quinta de Budenso».

Já para outros estudiosos, o topónimo «Budens» terá vindo do Árabe «Bu Danis», que era o nome de tribo que governou Alcácer do Sal).

Enquanto não existirem mais e melhores provas sobre a origem do nome «Budens» fica aqui este contributo para mais e melhores conversas entre amigos e vizinhos...

Mais informação nestas ligações:
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-faro/c-vila-bispo/toponimos
http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/rg/RGVE1999_015.pdf

terça-feira, março 06, 2018

Ciclo da vida

A chuva tardou a chegar neste Inverno. Mas, agora que finalmente chegou, a vida também regressou aos campos, para satisfação de homens e de animais. É o Ciclo da Vida, em tarde tranquila, cá pela aldeia.

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Praia da Boca do Rio, 01 de Janeiro de 2018

Quatro imagens da bela e tranquila Praia da Boca do Rio, no primeiro dia do ano de 2018.

terça-feira, dezembro 19, 2017

Gabriel a «virar frangos»

Aos 65 anos, com vitalidade e a alegria que se vê, Gabriel Viegas, vai «virando os frangos» que faz no churrasco da sua casa, para o almoço de familiares e de amigos.
Com uma vida laboral atribulada, Gabriel fez um pouco de tudo: trabalhou em restauração, na construção civil (que o levou «às Arábias» e que recorda, acima de tudo, pelas diferenças culturais que sentiu), foi pescador até às costas de Marrocos... e os muitos mais episódios que vai contando no dia-a-dia.
Que haja Saúde e da boa, Gabriel, para ir continuando a «virar os frangos» da Vida! E que todos nós o possamos acompanhar!

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Barcos na Salema


Ao entardecer do dia 03 de Dezembro de 2017, os barcos ainda repousavam nas areias da Praia da Salema. Iriam mais tarde à faina, ou os seus tripulantes ficariam por terra?

terça-feira, novembro 21, 2017

Triplamente lamentável

Este é um dos locais para recolha de lixo que existem na via que liga a EN 125 à Praia da Boca do Rio.
Se, por um lado se lamenta a falta de civismo de quem descarrega o lixo da forma que pode ser observada nesta fotografia, por outro lado é mais do que deplorável, lastimável e repudiável que quem deveria proceder à limpeza não o faça e que aqueles quem têm responsabilidade política não se insurjam contra situações como esta, infelizmente recorrentes por todo o nosso concelho.
Triplamente lamentável, portanto!

domingo, junho 04, 2017

Budens, 1875 (ano de seca grave)

Em 1874 e 1875, o Algarve foi assolado por uma seca extrema. Vivendo essencialmente de uma agricultura de subsistência, a falta de chuva trouxe o espectro da fome à Região.
Segundo o jornal Gazeta do Algarve, que se publicava em Lagos, foi ordenado ao governador civil, o advogado José de Beires (Lamego, 1825-Lisboa, 1895), que percorresse todo o distrito com o objectivo de colher informações exactas acerca dos prejuízos causados pela falta de chuvas.
Eis o seu relatório sobre Budens, publicado no periódico, após visita que teve lugar entre 23 de Maio e 10 de Junho de 1875:
“N’esta freguezia, como nas outras do concelho, cultiva-se apenas o trigo, cevada, raros centeios, grão, chicharo e milho. É, porém, no trigo que consiste a sua principal riqueza agrícola.
Apresentaram-se as searas com magnifico aspecto no principio do anno, e attingiram pela maior parte um desenvolvimento superior ás searas dos outros concelhos, especialmente nas chamadas — terras de dentro — terrenos baixos e verdes, que são por isso menos exigentes de copiosas chuvas. Mas, a final, a prolongada estiagem tolheu n’umas o completo desenvolvimento da espiga e produziu n’outras a sua morte prematura, restando apenas n’estas o feno e algum grão mirrado. Calcula-se que ainda assim a média da producção será de 50 por cento d’uma colheita regular. Das sementeiras serôdias nem a semente se espera”.
Fonte: Sul Informação

quinta-feira, maio 25, 2017

Budens a caminho da desertificação humana?

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE)  a evolução do número de habitantes da freguesia de Budens tem vindo a diminuir desde o início da década de 20 do século anterior.
Actualmente, vivem aqui menos 90 pessoas do que em 1864. Caso para se perguntar: encontra-se Budens a caminho da inexorável desertificação humana? E, se sim, que medidas têm sido tomadas para se inverter esta tendência claramente calamitosa?

sexta-feira, março 17, 2017

Recordando Noé Girão

Noé Neves Girão Rosado, natural de Budens, onde nasceu em 1939, teve na pesca a sua forma de subsistência.
Encontrando-se na situação de Guarda Marinha da Reserva Marítima, inscreveu-se em 1957 no Grémio de Armadores de Navios da Pesca do Bacalhau, criado «pelo DL nº 26 106, de 23 de Novembro de 1935 e que era constituído pelas entidades singulares ou colectivas dedicadas à indústria da pesca do bacalhau».
Nesse ano, exerceu a função de Imediato do malogrado lugre a motor «Labrador», navio que viria a naufragar a 25 de Agosto de 1958, quando navegava a cerca de cem milhas do Cabo Race, na Terra Nova (ler aqui a recordação desse naufrágio).
Em 1958, foi Piloto do lugre com motor «Creoula», navio de aço construído em 1937, com 57.77 m de comprimento e onde labutava uma tripulação de 62 homens, na pesca à linha com dóris.
Até à reforma, foi comandante de vários navios de pesca, tendo exercido a sua actividade pelos «Sete Mares», da foz do Amazonas ao Japão, pelo Mar do Norte e ao longo da Costa Africana
Na fotografia, no sentido dos ponteiros do relógio, (1) a declaração prestada em 1957 ao Grémio, (2) Noé e a esposa Edmunda em convívio com os amigos Mesquita, em Lagos, (3) Creoula a todo o pano e (4) lugre Labrador.

quarta-feira, março 15, 2017

Budens, 1953

Era assim a actual Rua 25 de Abril, em Budens, no já longínquo ano de 1953. 
Das seis pessoas que aparecem nas fotografias, reconhece-se Margarida Mesquita, que tinha nesta aldeia algumas amigas de infância. E as outras? Quem são?