terça-feira, maio 22, 2018

Em Budens não se cumpre a Lei

«O luto, tal como numa situação pessoal, é um período de solidariedade e pesar para com alguém ou algo. No caso do luto nacional, estende-se a todo o país e acontece na sequência da figuras de grande importância ou devido a acontecimentos excecionais.
A medida mais conhecida, e também a prevista pela legislação portuguesa, é a colocação da Bandeira Nacional. Segundo o artigo 7º do Decreto-Lei nº 150/87, de 30 de Março, que estabelece as regras sobre o seu uso, esta deve ser colocada a meia-haste “durante o número de dias que tiver sido fixado”. Assim sendo, todas as outras bandeiras que sejam hasteadas a seu lado são também colocadas da mesma forma»., in jornal Expresso.
Na sequência do falecimento de António Arnaut, que lançou as bases do Serviço Nacional de Saúde, o Governo da República Portuguesa decretou para hoje, terça-feira, dia 22 de Maio de 2018, um dia de luto nacional.
Decorre do Decreto-Lei nº. 150/87, de 30 de Março que:
«Art. 7.º - 1 - Quando for determinada a observância de luto nacional, a Bandeira Nacional será colocada a meia haste durante o número de dias que tiver sido fixado.
2 - Sempre que a Bandeira Nacional seja colocada a meia haste, qualquer outra bandeira que com ela seja desfraldada será hasteada da mesma forma.
3 - Para ser içada a meia baste a Bandeira vai a tope antes de ser colocada a meia adriça, seguindo-se igual procedimento quando for arreada».
Mas em Budens, não! Em Budens, não! Como se pode ver pela fotografia captada na manhã deste dia 22 de Maio, a Junta de Freguesia não cumpre o luto nacional, conforme decretado pelo Governo e promulgado pelo Presidente da República. E é o que temos...

segunda-feira, março 19, 2018

Budens e a Toponímia (o nome do lugar)

Em conversas informais, cá pela aldeia, fala-se muitas vezes da origem do nome de Budens. De onde terá vindo? E que significará, interrogam-se muitas vezes os nossos conterrâneos?

«A toponímia é uma das fontes de maior riqueza e igual controvérsia do panorama das idades do ferro peninsulares. Diferentemente inserida na composição das regiões proto-históricas, a celtização dos nomes dos Castri/Oppida e de diversos outros elementos paisagísticos (antroponímicos, etnonímicos, etc.), revela de forma notória e insistente a força e a evidência plena das expansões de variegados povos do foro centro-europeu. (…) Desses arqueo nomes do Sul do território poderemos destacar, e de maneira puramente aleatória, as formas seguintes: Armona (ilha de); Arandis; Arcóbriga; Ardila; Brita/s; Budens; Caetobriga / Setobriga; Cantippo; Catraleucus; Evion; Évora», in A Toponímia Céltica e os vestígios de culturamaterial da Proto-História de Portugal, de José Manuel de Amaral Branco Freire. (mais informação aqui).
 
Segundo o Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018, o nome Budens virá do baixo-latim [Villa] Budensi, «a quinta de Budenso».

Já para outros estudiosos, o topónimo «Budens» terá vindo do Árabe «Bu Danis», que era o nome de tribo que governou Alcácer do Sal).

Enquanto não existirem mais e melhores provas sobre a origem do nome «Budens» fica aqui este contributo para mais e melhores conversas entre amigos e vizinhos...

Mais informação nestas ligações:
https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-faro/c-vila-bispo/toponimos
http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/rg/RGVE1999_015.pdf

terça-feira, março 06, 2018

Ciclo da vida

A chuva tardou a chegar neste Inverno. Mas, agora que finalmente chegou, a vida também regressou aos campos, para satisfação de homens e de animais. É o Ciclo da Vida, em tarde tranquila, cá pela aldeia.

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Praia da Boca do Rio, 01 de Janeiro de 2018

Quatro imagens da bela e tranquila Praia da Boca do Rio, no primeiro dia do ano de 2018.

terça-feira, dezembro 19, 2017

Gabriel a «virar frangos»

Aos 65 anos, com vitalidade e a alegria que se vê, Gabriel Viegas, vai «virando os frangos» que faz no churrasco da sua casa, para o almoço de familiares e de amigos.
Com uma vida laboral atribulada, Gabriel fez um pouco de tudo: trabalhou em restauração, na construção civil (que o levou «às Arábias» e que recorda, acima de tudo, pelas diferenças culturais que sentiu), foi pescador até às costas de Marrocos... e os muitos mais episódios que vai contando no dia-a-dia.
Que haja Saúde e da boa, Gabriel, para ir continuando a «virar os frangos» da Vida! E que todos nós o possamos acompanhar!

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Barcos na Salema


Ao entardecer do dia 03 de Dezembro de 2017, os barcos ainda repousavam nas areias da Praia da Salema. Iriam mais tarde à faina, ou os seus tripulantes ficariam por terra?

terça-feira, novembro 21, 2017

Triplamente lamentável

Este é um dos locais para recolha de lixo que existem na via que liga a EN 125 à Praia da Boca do Rio.
Se, por um lado se lamenta a falta de civismo de quem descarrega o lixo da forma que pode ser observada nesta fotografia, por outro lado é mais do que deplorável, lastimável e repudiável que quem deveria proceder à limpeza não o faça e que aqueles quem têm responsabilidade política não se insurjam contra situações como esta, infelizmente recorrentes por todo o nosso concelho.
Triplamente lamentável, portanto!

domingo, junho 04, 2017

Budens, 1875 (ano de seca grave)

Em 1874 e 1875, o Algarve foi assolado por uma seca extrema. Vivendo essencialmente de uma agricultura de subsistência, a falta de chuva trouxe o espectro da fome à Região.
Segundo o jornal Gazeta do Algarve, que se publicava em Lagos, foi ordenado ao governador civil, o advogado José de Beires (Lamego, 1825-Lisboa, 1895), que percorresse todo o distrito com o objectivo de colher informações exactas acerca dos prejuízos causados pela falta de chuvas.
Eis o seu relatório sobre Budens, publicado no periódico, após visita que teve lugar entre 23 de Maio e 10 de Junho de 1875:
“N’esta freguezia, como nas outras do concelho, cultiva-se apenas o trigo, cevada, raros centeios, grão, chicharo e milho. É, porém, no trigo que consiste a sua principal riqueza agrícola.
Apresentaram-se as searas com magnifico aspecto no principio do anno, e attingiram pela maior parte um desenvolvimento superior ás searas dos outros concelhos, especialmente nas chamadas — terras de dentro — terrenos baixos e verdes, que são por isso menos exigentes de copiosas chuvas. Mas, a final, a prolongada estiagem tolheu n’umas o completo desenvolvimento da espiga e produziu n’outras a sua morte prematura, restando apenas n’estas o feno e algum grão mirrado. Calcula-se que ainda assim a média da producção será de 50 por cento d’uma colheita regular. Das sementeiras serôdias nem a semente se espera”.
Fonte: Sul Informação

quinta-feira, maio 25, 2017

Budens a caminho da desertificação humana?

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE)  a evolução do número de habitantes da freguesia de Budens tem vindo a diminuir desde o início da década de 20 do século anterior.
Actualmente, vivem aqui menos 90 pessoas do que em 1864. Caso para se perguntar: encontra-se Budens a caminho da inexorável desertificação humana? E, se sim, que medidas têm sido tomadas para se inverter esta tendência claramente calamitosa?

sexta-feira, março 17, 2017

Recordando Noé Girão

Noé Neves Girão Rosado, natural de Budens, onde nasceu em 1939, teve na pesca a sua forma de subsistência.
Encontrando-se na situação de Guarda Marinha da Reserva Marítima, inscreveu-se em 1957 no Grémio de Armadores de Navios da Pesca do Bacalhau, criado «pelo DL nº 26 106, de 23 de Novembro de 1935 e que era constituído pelas entidades singulares ou colectivas dedicadas à indústria da pesca do bacalhau».
Nesse ano, exerceu a função de Imediato do malogrado lugre a motor «Labrador», navio que viria a naufragar a 25 de Agosto de 1958, quando navegava a cerca de cem milhas do Cabo Race, na Terra Nova (ler aqui a recordação desse naufrágio).
Em 1958, foi Piloto do lugre com motor «Creoula», navio de aço construído em 1937, com 57.77 m de comprimento e onde labutava uma tripulação de 62 homens, na pesca à linha com dóris.
Até à reforma, foi comandante de vários navios de pesca, tendo exercido a sua actividade pelos «Sete Mares», da foz do Amazonas ao Japão, pelo Mar do Norte e ao longo da Costa Africana
Na fotografia, no sentido dos ponteiros do relógio, (1) a declaração prestada em 1957 ao Grémio, (2) Noé e a esposa Edmunda em convívio com os amigos Mesquita, em Lagos, (3) Creoula a todo o pano e (4) lugre Labrador.

quarta-feira, março 15, 2017

Budens, 1953

Era assim a actual Rua 25 de Abril, em Budens, no já longínquo ano de 1953. 
Das seis pessoas que aparecem nas fotografias, reconhece-se Margarida Mesquita, que tinha nesta aldeia algumas amigas de infância. E as outras? Quem são?

segunda-feira, março 13, 2017

José Ferreira, de Budens, na «Faina Maior»

José Joaquim da Costa Ferreira, nascido em 1943, na freguesia de Budens, foi um dos muitos homens portugueses que trabalhou na pesca do bacalhau, também conhecida por «Faina Maior» Esta é assim apelidada dada a grande dureza e perigosidade que a envolvia.
Conhecemo-lo já retirado das «lides do mar», mas sempre bem recordado do muito que «penou» numa vida feita em cima de água, quer no Atlântico Norte, quer a Sul da linha do Equador.
Amigo do seu amigo, brincalhão, sempre disposto a ensinar o que aprendeu na vida, grande amante do fado, José Ferreira abandonou a nossa aldeia para junto da família mais próxima, em Lagos.
Mas temos saudades das suas muitas «estórias» e do sempre agradável convívio, Mestre Zé Ferreira...
Informação e imagens retiradas desta ligação.
Mais informação sobre a «Faina Maior», pesca do bacalhau: aqui (Fernando Rosas, RTP) e aqui (documentário do National Geographic).