segunda-feira, janeiro 16, 2012

Palestra na Sociedade de Budens

A Sociedade de Instrução e Recreio de Budens acolheu no passado dia 15 de Janeiro, no âmbito das Comemorações do Feriado Municipal de Vila do Bispo, uma Palestra subordinada ao tema «Arqueologia na Freguesia de Budens: os casos de Vale de Boi, Sagres e Boca do Rio».
O Prof. Dr. Nuno Bicho (direita na imagem), da Universidade do Algarve, presenteou os presentes com uma dissertação que se focou essencialmente no trabalho arqueológico que tem sido desenvolvido em Vale de Boi (descoberto em 1998), da freguesia de Budens, e do período da pré-história designada como Paleolítico Superior. Durante cerca de uma hora, o docente fez uma fascinante mas clara «viagem» pela história do Homem, para se focalizar naquela comunidade de caçadores-recolectores, nossos antepassados (do Paleolítico ao Neolítico) e na sua presença no espaço que nos circunda e que é familiar aos que aqui residem hoje (mais informação pode ser consultada nesta ligação => academia.edu).
Por seu turno, o Prof. Dr. João Pedro Bernardes (esquerda na imagem), igualmente docente da Universidade do Algarve, referiu-se à ocupação romana do nosso território, com especial enfoque em Boca do Rio e no Martinhal - Sagres. Recordou os trabalhos de campo efectuados por Estácio da Veiga (no século XIX) e de José Formosinho, na Boca do Rio, na década de 30 do século XX e aos mais recentes trabalhos desenvolvidos pela Universidade do Algarve. (mais informação pode ser consultada nestas ligações => José Formosinho e Ismael Medeiros).
Ambas as apresentações foram profusamente ilustradas com imagens, o que contribuiu para o melhor entendimento das respectivas exposições e ao enriquecimento dos que assistiram com manifesto interesse.
CM

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Palestra, dia 15, a não perder

Integrada nas Comemorações do Feriado Municipal de Vila do Bispo, realiza-se no próximo dia 15 de Janeiro, pelas 15:00 horas, na Sociedade de Instrução e Recreio de Budens uma Palestra subordinada ao tema «Arqueologia na Freguesia de Budens: os casos de Sagres e Boca do Rio».
Pela qualidade dos palestrantes e pela riqueza do tema, recomendamos a que se assista.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Solstício de Inverno 2011

Ainda vão quentes e de Sol radioso estes dias do início de Inverno. 
Mas neste dia 22 de Dezembro de 2011 assinala-se um fenómeno que recordamos, de olhos virados para Sul, em direcção à Praia da Boca do Rio.
Segundo o «Observatório Astronómico de Lisboa», «Em 2011 o Solstício ocorre no dia 22 de Dezembro às 05h30m. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, Estação mais fria do ano. Esta estação prolonga-se até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2012 às 05h14m.
Solstícios: pontos da elíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu».

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Budens, vista para nascente

Esta é uma vista captada junto ao «Moinho de Cima», da Estrada Nacional 125, em direcção a Lagos e a nascente.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Cogumelos, petisco que pode ser mortal

Por esta altura do ano, quando os cogumelos começam a despontar nos nossos campos, alguns dos nossos amigos e vizinhos colhem-nos, com vista a preparem um «petisco» raro e exótico.
Se por um lado os cogumelos são muito saborosos, por outro, há espécies que quando consumidas se podem revelar como mortais. Resta acrescentar que alguns «métodos de identificação» popular (ou crenças...) não são válidos e não devem ser prosseguidos em qualquer circunstância. A melhor regra deve ser seguida em caso da mínima dúvida é: não se colhe!
Para os apreciadores deste manjar requintado recomendamos a inscrição e visualização atenta ao fórum «Cogumelos de Portugal», que tem como principal objectivo a disseminação do conhecimento sobre cogumelos e outros fungos existentes no mundo, com Portugal em destaque.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Amendoeiras em flor

A Primavera ainda vem longe, mas na nossa aldeia algumas amendoeiras já floriram.
E esse é um bom pretexto para recordamos a lenda das amendoeiras em flor:
«Há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota. 
Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. 
Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. 
A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que quando florissem as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade. 
Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indescritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar. O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor».
(lenda retirada deste blogue)

domingo, dezembro 11, 2011

Sê bem-vinda, Leonor

Sê bem-vinda, Leonor. Sê bem-vinda a Gaia, a Deusa grega suprema da Terra – Gaia, o nosso Planeta, que muitos teimam em maltratar.
Sê bem-vinda, Leonor, à nossa comunidade.
Sê bem-vinda, Leonor, por seres amada pela tua família maravilhosa e pelos teus amigos e amigas que tanto vos querem.
Sê bem-vinda, Leonor e que sejas sempre feliz, é o desejo mais profundo e sentido.

sábado, dezembro 10, 2011

domingo, novembro 27, 2011

Budens no Google Earth

A aldeia de Budens, tal como aparece no Google Earth.

domingo, novembro 20, 2011

Praia da Salema, anos 70

Esta é uma fotografia da Praia da Salema, captada em meados dos anos 70, do século XX.
Em primeiro plano duas viaturas da época: um Opel Kadett e um  Wolskwagen «Carocha» e mais atrás inúmeros barcos de pesca, com destaque para os calões da «Arte de Xávega».
Note-se, igualmente, a baixa densidade de construção quando comparada com os nossos dias.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Vista aérea de Budens, anos 80

Esta é uma fotografia de Budens, captada de avião, nos anos 80 do século XX.
Em destaque está a escola primária e o espaço compreendido entre as ruas 25 de Abril e do Ramal.
Curiosidades: vê-se parte da asa da aeronave e a sua sombra no solo (eventualmente poderia ser um Cessna); pela cor dos terrenos e pela ausência de verdura nos campos deverá ter sido fotografada em no período estival e, por último, ainda se estavam a construir habitações na Rua do Ramal.

terça-feira, novembro 15, 2011

Noite de trovoada

Fez uma «boa» trovoada na passada segunda-feira, cá pela aldeia, e o João Pico, à chuva, tratou de a fotografar com a mestria que se lhe reconhece.

domingo, novembro 13, 2011

Magusto de 2011, na Sociedade de Budens

Passou-se mais um ano, mas a tradição de se celebrar o São Martinho continua viva cá por Budens e na nossa Sociedade de Instrução e Recreio, com boas castanhas e o bom vinho oferecido pelo nosso amigo e vizinho Rogério Freitas.
José Ramos acendeu o lume para a assada e, ao balcão, José Candeias, Ilídio Ferreira (presidente da direcção da nossa Sociedade) e o próprio José Ramos, ao balcão, saboreiam-nas.
 O nosso amigo e vizinho Assildo (à esquerda), um dos menos jovens da nossa aldeia juntou-se à celebração do São Martinho, bem como João Fonseca e o Zeca.
Antes de se comerem as castanhas cozidas e assadas ainda houve tempo para uma partida de «Sol», com os amigos Assildo, Pico e António e a atenção ao jogo de José Ferreira e de Acácio, enquanto Josino dava bons conselhos ao João.
Na cozinha, João Fonseca e José Ramos preparam uma «tiborna», com muito azeite e alho e um pão acabado de sair do forno. E na conversa recordou-se a propósito e com saudade o nosso amigo Armindo, entretanto desaparecido do nosso convívio.
Ao balcão e de serviço, o Jean Carlos aproveitou uma folga para matar a fomeca...
Em salutar convívio, cumpriu-se mais uma vez a tradição de se celebrar o São Martinho, cá por Budens.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Na Praia da Salema, anos 70

Uma boa recordação de um dia bem passado na Praia da Salema, nos inícios dos anos 70. 
Dois amigos de sempre, Carlos Mesquita e Fernando Marreiros brincavam nos barcos dessa aldeia, que então tinha na pesca a sua actividade principal.

quarta-feira, novembro 09, 2011

Ballet na nossa aldeia

Segundo o Jornal do Algarve, a «professora. Maria João Alcobia, que desde os seis anos desenvolveu a sua formação no ballet clássico com Gwen Morris, está de regresso a Lagos para ensinar no Morris Estúdio de Ballet.
A nova professora regressa a “casa” depois de completar os exames da Royal Academy of Dance (em Londres) e de ter frequentado a Escola Superior de Dança de Lisboa, onde tirou a licenciatura no ramo de educação.
Mais tarde, Maria João Alcobia foi membro fundador da Companhia de Dança Amalgama, com funções de bailarina, monitora e produção. A partir deste ano lectivo é assim professora no Estúdio de Ballet Gwen Morris, que funciona em espaço próprio desde 1993».
E agora traz também a beleza do Ballet até Budens.

segunda-feira, novembro 07, 2011

sábado, novembro 05, 2011

Perceves

Estas imagens de percebeiros e da apanha do perceve (Pollicipes pollicipes) foram captadas na Carrapateira, no concelho vizinho de Aljezur.
Muitos amigos e vizinhos da nossa freguesia e concelho capturam esta delícia do mar, uma das mais saborosas, mas que não chega a todas as mesas devido ao seu preço elevado, que se justifica pela dureza e perigo da apanha, bem como por uma discutível escassez e regulamentação de captura muito contestada.
(Mais informação disponível seguindo esta ligação)

quinta-feira, novembro 03, 2011

Calão da «Arte de Xávega», da Salema

Esta é uma fotografia do calão Alcindo Pereira, que conhecemos ainda em actividade na «Arte de Xávega», na Praia da Salema e que hoje se encontra exposto no Museu da Marinha, em Lisboa.
Nesta «arte» tradicional de pesca, os pescadores e os que não eram juntavam-se para a captura do peixe. O «calão» saía da praia, deixando uma corda em terra, afastava-se e navegava até outra zona da praia, onde deixava a outra ponta do cabo. O barco voltava então à praia, onde a rede com o saco era puxado para terra, no esforço conjunto de homens e mulheres. No mar ficava um «bote», no meio da arte, que dava sinal para terra, no controlo da rede com o saco, de modo a que os dois grupos fizessem um esforço igual. O mestre, em terra, dava ordens: «Ala a mão da vante» (o cabo inicialmente em terra) e «ala a mão da panda» (a cabo que chega a terra).
Depois de capturado, o peixe era repartido por todos os que tinham ajudado nesta labuta, embora o melhor e a maior parte ficasse para o dono da arte e do calão. Mas, desta forma, as pessoas que ajudavam também tinham peixe fresco para a sua alimentação.
Hoje, esta «arte» ainda se pratica e pode ser vista na Meia-praia, em Lagos, pela tenacidade e persistência de José Bala (ver seguindo esta ligação e esta, em especial).
(informações de José Ferreira)