sexta-feira, outubro 08, 2010

Orçamento Participativo 2011

A Câmara Municipal de Vila do Bispo está a promover reuniões com as populações do nosso concelho, pelo segundo ano consecutivo, no âmbito da elaboração do Orçamento Participativo para 2011. Lê-se no site da nossa autarquia que «Com esta medida, pretende-se alargar a todos os cidadãos o processo de elaboração deste documento fundamental para a gestão do Município, promovendo uma cidadania activa e valorizar a democracia local.
Consciente da importância da colaboração dos cidadãos nesta consulta e do seu impacto na gestão dos interesses concelhios, bem como do seu contributo para uma democracia cada vez mais participada e transparente, o Presidente da Câmara, Adelino Soares, convida a população a colaborar na elaboração do Orçamento Participativo para 2011». Na nossa freguesia de Budens as reuniões serão as seguintes:
Dia 09 de Outubro: Salema - Local: Escola Primária - Hora: 17h30
Dia 10 de Outubro: Figueira - Local: Centro Cultural e Social da Figueira - Hora: 17h30
Dia 10 de Outubro: Budens - Local: Sociedade de Recreio e Instrução de Budens - Hora: 21h00
Dia 13 de Outubro: Burgau - Local: Escola Primária - Hora: 21h00
Pelo significado desta iniciativa que transcende «agendas» e interesses partidários, damos a conhecê-las aqui, na esperança que todos os fregueses de Budens participem empenhadamente com sugestões construtivas, com reclamações, com queixas e também com propostas exequíveis neste acto de democracia participativa.
CJM

domingo, outubro 03, 2010

Sorrisos em dia de trabalho

O casal Carolina e Chico Amador, sorridentes e felizes para a fotografia, em mais um dia de trabalho, na sua horta, a caminho da Boca do Rio.
As cabras, luzidias e bem alimentadas, depois de uma tarde de pastoreio iriam ser ordenhadas em seguida. O leite seria levado para casa. Aí, depois de fervido e de coalhado viria a ser o delicioso queijo fresco da Carolina (que embora hoje já não seja feito, ainda desperta muita saudade em quem provou essa delícia)...

sexta-feira, outubro 01, 2010

Feira de Budens, Outubro de 1958

A Feira de Budens realizava-se tradicionalmente no dia 1 de Outubro, embora de poucos anos a esta parte aconteça no dia 5 deste mês.
Nesta fotografia de Outubro de 1958 da direita para a esquerda estão a D. Quitéria,  a D. Maria Luísa e a D. Rita. Não conseguimos identificar a senhora da esquerda, podendo tratar-se de visitante de alguma localidade próxima (repare-se na sua malinha de mão...).
Lê-se na Wkipédia que «A história da humanidade está repleta de referências a feiras. Não se sabe ao certo onde e quando apareceu a primeira feira, no entanto há dados que nos permitem afirmar que em 500 a.C. já havia feiras no Médio Oriente, nomeadamente em Tiro.As primeiras referências a feiras aparecem misturas com referências ao comércio, às festividades religiosas e aos dias santos. As feiras sempre revelaram um carácter comercial desde o início. Mercadores de terras distantes juntavam-se, trazendo os seus produtos autóctones para troca por outros. É também evidente que a religião andou de mãos dadas com o comércio. A palavra latina feria, que significa dia santo, feriado, é a palavra que deu origem à portuguesa feira, à espanhola feria ou à inglesa fair».
Acrescenta-se que «As feiras são uma das mais importantes instituições do período medieval em Portugal. Quase todas as feiras se realizavam em épocas relacionadas com festas de Igreja e, no local onde se faziam, existia uma paz especial, a paz da feira, que proibia todos os actos de hostilidade, sob penas severas em caso de transgressão».
Segundo vários testemunhos orais, na década de 50 do século XX, a Feira de Budens tinha grande dimensão (com destaque para a comercialização de gado) e era muito visitada pelas populações quer do concelho de Vila do Bispo, quer dos limítrofes. 
Apresentamos esta fotografia por cortesia do blogue Vila do Bispo Fotos antigas que pode ser acedida seguindo esta ligação.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Rua do Campo da Bola (antiga Rua do Sol Posto)

Duas imagens captadas em momentos distintos de meados da década de 70, na Rua do Campo da Bola, (antiga Rua Do Sol Posto, se bem que este nome pareça ser mais apropriado do que o actual).
Na fotografia a preto e branco estão D. Júlia Serrenho, D. Ilda, Dina, Paulo Jorge e (???). A cores, em cima, da esquerda para a direita, D. Maria José, D. Carolina, D. Margarida, D. Glória e D. Noémia. Em baixo: Dina, (??) e Miguel Lúcio.
Algumas curiosidades em relação a estas imagens:
Nesta altura as ruas ainda não eram pavimentadas mas sim em terra batida.
A máquina de lavar roupa ainda não era um electrodoméstico comum tal como é hoje, pelo que as senhoras lavavam as roupas nos tanques, como se pode ver em segundo plano (D. Glória, mãe de D. Noémia).
As vizinhas reuniam-se às esquinas para tagarelarem e porem a «escrita em dia».
Na fotografia a cores podem ver-se duas gaiolas: uma mais recente, outra mais antiga, provavelmente feita artesanalmente, como era vulgar nesses tempos.
Perto do muro encontra-se uma «motorizada» (Zundapp Turbina Dunia), que era meio de transporte bastante usado então, pois o automóvel não estava ao alcance da larga maioria da população.

domingo, setembro 26, 2010

Uma partida de Futebol

Em finais da década de 70 início da de 80, a equipa de futebol da Sociedade de Budens no campo de futebol da aldeia antes de uma partida, provavelmente para algum encontro amigável ou torneio (a memória já vai falhando por vezes...).
Por Budens, alinharam em cima da esquerda para a direita: Luís (Sines), Fausto, Toninho, Zé Manuel (Barrigas), Adão, Fernando (?), Zé António e Carlos Alberto. Em baixo, da esquerda para a direita: Quim Zé, Sarraboca, Joaquim do Rio, Henrique Lucas, Cintra e (??).
Em relação às duas fotografias já publicadas de equipas de futebol registe-se a «evolução» do equipamento: em finais de 60 cada um usava um equipamento diferente, poucos anos mais tarde listas verticais verdes e brancas, enquanto nesta imagem as camisas são vermelhas e a fazerem lembrar as do Benfica.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Uma vida pública em poucas palavras

Maria Luísa, Senhorinha, Júlio Mesquita, Odete e Maria Quiterinha em pose para a posteridade, em Budens.
Permitam-me que vos fale um pouco de meu pai, Júlio Henrique de Jesus Correia de Mesquita. Nascido em Budens, em 24 de Abril de 1931, aos seis meses de idade foi infectado por polimielite (a poliomielite -paralisia infantil- é uma doença causada por um vírus, que causa paralisia por vezes mortal).
Após terminar o ensino primário rumou a Lisboa com os meus avós, tendo vivido na Rua de São Paulo 12 (ao Cais do Sodré). Na capital terminou os estudos secundários e ingressou no Instituto Industrial de Lisboa, tendo leccionado electricidade e mecânica.
Foi locutor da extinta Emissora Nacional de Radiodifusão (hoje grupo RTP) e após a conclusão do seu Curso trabalhou a nível técnico para a essa empresa, no Centro Emissor Ultramarino, em São Gabriel, Pegões, Canha. Em 1964 e por que eu «vinha a caminho», e também por razões políticas de gravidade, meus pais mudaram-se para Lagos.
Nesse período, meu pai começou a reparar equipamentos eléctricos (rádios e sondas) a bordo de barcos de pesca e mais tarde a fazer projectos de electricidade e instalações eléctricas na zona de Lagos e outras do país.
Ingressou como professor na Escola Industrial e Comercial de Lagos (mais tarde Escola Secundária Gil Eanes), tendo sido Director dos Cursos Industriais e estado durante alguns anos nos Conselhos Directivos dessa Escola (após o 25 de Abril), profissão que exerceu até à sua aposentação após cerca de 35 anos de serviço como funcionário público.
Desde jovem foi empenhado politicamente, no Movimento de Unidade Democrática Juvenil (MUD-Juvenil) e mais tarde na LUAR (a Liga de Unidade e Acção Revolucionária foi um movimento político fundado em Paris, em 19 de Junho de 1967, sob a liderança de Palma Inácio, de quem era amigo pessoal  e que faleceu quatro dias antes dele -se bem que eu lhe tivesse ocultado esse facto até à sua partida). Em 1979 foi candidato pelo Algarve à Assembleia da República pela União da Esquerda para a Democracia Socialista (UEDS), com César Oliveira e Dorilo Seruca. Desde essa altura e até à sua morte nunca mais se envolveu em quaisquer actividades políticas e dedicou-se única exclusivamente ao ensino e aos cursos de formação (e à família, obviamente).
Faleceu em 18 de Julho de 2009, no Hospital do Barreiro, vítima de cancro. As suas cinzas repousam no cemitério de Lagos, em campa comum com os restos mortais de minha mãe.
Este foi parte do seu percurso público. Do privado muito mais há a dizer. Ficará para um dia, algum dia, em que a dor da sua partida já esteja mais desvanecida no meu coração.
Carlos Mesquita

quarta-feira, setembro 22, 2010

«Donzelas» no Carnaval de 1950

No Carnaval de 1950, as «donzelas» de Budens, vestidas a rigor, posaram com alegria para a posteridade.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Rega de arroz

«A cultura do arroz terá sido introduzida em Portugal no reinado de D. Dinis, no Baixo Mondego, na zona de Montemor-o-Velho, a partir de semente procedente da região de Sevilha.
No ano de 1947 a cultura ocuparia, ao nível do nosso país, uma área de 26.250 ha, com uma produção de 86.625 toneladas» in Projovem.
No concelho de Vila do Bispo, o arroz foi cultivado em Budens, no Paúl (perto da Boca do Rio).
Nesta fotografia, pode ver-se o equipamento que aí se encontrava e que foi utilizado para a rega do arroz.   

sábado, setembro 18, 2010

Agulhas numa pausa de pão

Na padaria de Budens, que também era local agradável de convívio, o pão era e ainda é cozido a lenha.
Nesta fotografia, as senhoras da vizinhança «davam às agulhas». 
Em pé e à direita está a D.  Leopoldina, ao centro D. Odete e à esquerda D. Rita. 

quinta-feira, setembro 16, 2010

Fios, história, trabalho, sobrevivência

Nesta fotografia captada há muitos anos cá em Budens (não conseguimos determinar quantos...) encontram-se cinco senhoras e um jovem rapaz.
Da direita para a esquerda está Ana Xavier (avó de Odete Cintra), Maria Luísa (esposa de Acildo), Maria Teresa Viegas, Emília Lopes (mãe de Manuel Rosa) e Maria José (cunhada de José Ricardo). O João, filho de Maria Luísa, está sentado na cadeirinha pequena (de verga?), em frente às senhoras.
Neste tempo em que não existiam «prontos a vestir» os agasalhos de grossa lã de ovelha eram feitos pelas senhoras ajudadas pelos seus filhos e... Muitas camisolas, luvas e peúgas aqueceram os pescadores do bacalhau no frio Atlântico Norte.
Redes em terras de pescadores, rendas, fios, duro trabalho e luta pela sobrevivência em dias difíceis são a «linha comum» na história de muitas famílias. Também assim se fez a história deste Algarve, um outro...
Mais informação: http://viladobispo-fotosantigas.blogspot.com/2009/07/las-fiadas.html