quarta-feira, setembro 08, 2010

Budens [...] Subsídios para a sua História

«Conhecer uma terra é, em certa medida, amá-la. Até porque para amar é preciso conhecer. E esta obra poderá ser um óptimo contributo para o conhecimento de uma boa parte daquilo que é hoje o concelho de Vila do Bispo. Mais do que revelar de forma exaustiva uma realidade estamos perante um trabalho que, constituindo um sério inventário  do património humano, cultural e natural de uma região, aguça-nos o apetite para novas descobertas e para a procura e a fruição de uma realidade.
A freguesia de Budens é essencialmente uma zona de transição. O Algarve aqui já é diferente. Sentimos a aproximação do promontório, as árvores começam a rarear, as figueiras são cada vez mais rasteiras e desesperadamente agarradas ao solo. [...].
José de Deus Vieira Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo - Julho de 1993, in Nota Preliminar do livro «Budens Concelho de Vila do Bispo Subsídios para a sua História», da autoria de António Samuel Mirrado Farraia e Maria da Conceição Sousa Farraia.
Editado em Julho de 1993, pela «Algarve em foco Editora», esta obra foi composta e impressa na Empresa Litográfica do Sul, tendo então sido feitos 2.500 exemplares. Encontra-se disponível para venda, no Centro Cultural de Vila do Bispo e, não obstante os anos que passaram desde o seu lançamento, continua a merecer leitura atenta de quem quer conhecer esta terra e, por conseguinte, amá-la.

segunda-feira, setembro 06, 2010

O Forte de São Luís de Almádena, ou da Boca do Rio

São inúmeros os (maus) exemplos de monumentos nacionais deixados ao abandono e degradação pelo Estado Português, que se tem demitido da tarefa da sua manutenção e/ou reconstrução. Entre eles está o Forte de São Luís de Almádena, ou da Boca do Rio, em Budens, Imóvel de interesse público - Documento legal: Dec. nº 735/74 de 21 de Dezembro de 1974.
E o IGESPAR serve para?!?!...

«O Forte de São Luís de Almádena data do ano 1632, do reinado de Filipe III.
Foi mandada construir esta importante fortaleza por D. Luís da Sousa, Conde do Prado, Capitão General do Algarve, então Governador do Reino do Algarve. Muito contribuiu para a sua construção o napolitano ao serviço de Portugal Alexandre Massay por carta régia de 30 de Julho de 1619, não se chegando a sua concretização por este ter adoecido.
No Museu Municipal de Lagos encontra-se uma lápide proveniente desta fortaleza com os seguintes dizeres:
«Reinando Felipe III governando este Reino D. Luís de Sousa, Conde do Prado fez a sua custa esta fortaleza dedicada a S. Luís. Confessor era de 1632».
Dispunha este forte em 1754 de três peças de artilharia activas, duas de bronze de calibre 16, uma de ferro de calibre 6 e uma de ferro inoperante. (C. P. Callixto). Tinha o quartel quatro a seis soldados.
O terramoto de 1 de Novembro de 1755 não causou estragos consideráveis sendo, segundo informações do Pároco de Budens (1758), de apenas 80.000 réis a quantia para a reparação. Tem este forte uma área de 10 250 m².
Desde 1849, altura da retirada dos soldados do Regimento 15, a fortaleza de S. Luís tem estado ao abandono.
Julga-se, embora sem convicção, que este forte esta construído sobre um templo romano e uma mesquita muçulmana.
Tem sofrido alguns pequenos restauros, por parte de Mr Herbert Hoesen da Quinta da Fortaleza».
In António S.M.Farraia /Mª da Conceição S. Farraia – BUDENS - Concelho de Vila do Bispo - Subsídios para a sua História - Algarve em Foco editora - 1993

sábado, setembro 04, 2010

Budens é p'ra 'li...

Em 1960, Carminda, Cândida, Graciete, Ascenção e Benvinda posaram junto à placa indicativa da localidade de Budens. Hoje, constata-se com tristeza que a entrada de muitas localidades (entre as quais Budens) estão muito mal assinaladas.
Em 1960, as saias usavam-se «respeitosamente» abaixo do joelho, os lenços (alguns muito bonitos, recorda-se) protegiam os penteados e os óculos também eram acessório imprescindível.
Budens é p'ra 'li...

quinta-feira, setembro 02, 2010

Largo da Igreja de Budens, 1957


No largo da Igreja de Budens, em 1957, reinava a boa disposição e a elegância. 
Tão largos sorrisos seriam pelo fim de sermão fastidioso do padre?
E a sombra do fotógrafo também foi captada no retrato...
Foto cedida por Maria Odete 

terça-feira, agosto 31, 2010

De carroça

Joaquim António Cintra e António Simão, na Rua do Ramal, nas suas carroças.
No passado, era este o meio mais frequente das pessoas se deslocarem e de transportarem o que produziam.
Na carroça da direita podem ver-se alguns sacos cheios (provavelmente de cereais ou outros produtos da terra). Repare-se ainda no «sofisticado» sistema de iluminação, um candeeiro a petróleo (o popular petromax, que nas nossas bandas é vulgarmente chamado «pitrómax»).

sábado, agosto 28, 2010

Banho de 29

Em 29 de Agosto (segundo alguns, 29 de Setembro), era costume as populações do litoral algarvio irem à praia, depois do seu dia de trabalho, acompanhadas pelos seus animais e tomarem um banho que se estendia noite dentro.
A Câmara de Lagos apresenta esta explicação para o Banho de 29: «Há quem diga que, nesse dia, anda o diabo à solta e, por isso, só à noite se pode tomar banho. Há quem ligue o banho nocturno a velhos ritos de fim de Verão, cumpridos com diferentes preceitos noutras paragens da Europa do Sul». 
Com a devida vénia, transcreve-se o seguinte texto retirado do blogue «o Parente da Refóias»:
«A famila cá da serra, nôtres tempos, nã tinha posses p'a ir dar banho ô mar tôd's dias ó todas semanas, c'm' agora muntos fazem. Era preciso comprar uns calçõs de banho, pagar a um carro-de-besta ó, mái tarde, o b'lhete da carrêra e, munto pior, perder um dia de trabalho, numa altura do ano que nã há vagar p'a coisíss'ma nenhuma.
E atão, o qu' é que s' haveram d' alembrar. Nã sê lá quem foi nem q'ondo. O certo é qu' inventaram qu' indo dar banho no vinte nove de Setembro, aquilo valia p'r terem ido os dias tôd's do mês. E desataram a fazer assim, qu' a famila via aquilo c'm' se fosse mái que certo.
Na bésp'ra à nôte, despôs da cêa, pegavam nas sus trôxas - uns cestos, cestas ó canastras de verga, umas bolsas de ratalhos, umas alcofas d' emprêta, uns tachos d' arame, umas panelinhas de ferro e umas plenganitas de barro - chêazinhas dos melhores dec'meres que sabiam fazer e lá abalavam caminho da Praia do Vau [...]».

quinta-feira, agosto 26, 2010

Feira de Budens, 1 de Outubro de 1954

Em 1 de Outubro de 1954, a Feira de Budens estendeu-se até à Estrada Nacional n.º 125.
As feiras, então, eram dos momentos mais ansiados pelas pessoas não só das cidades, como também das vilas e das aldeias mais isoladas. Faziam-se as compras para quase todo o ano, faziam-se negócios de gado e era local de convívio e de distracção.
Nesta fotografia, atente-se no vestuário das pessoas (os homens, eventualmente os mais antigos, usavam chapéu, enquanto os mais novos vestiam de forma mais moderna e garrida).
O autocarro, deveria ser o de Abel Figueiredo Luís e fazia o transporte entre Lagos e Sagres e volta. Os passageiros estavam à janela para a apreciarem a feira, presume-se...
(Foto cedida por Maria Odete Cintra)

terça-feira, agosto 24, 2010

Escola Primária de Budens, 1954

Em 1954, a Escola Primária de Budens estava a ser construída.
Junto às obras, houve tempo para a pose fotográfica. Atente-se nas roupas, calçado e elegância das senhoras. E será que alguém as reconhece?
(foto cedida por Maria Odete Cintra)

domingo, agosto 22, 2010

Rua do Ramal e Joaquim Cintra

Joaquim António Cintra, pai de Maria Odete Cintra, na Rua do Ramal (ainda sem casas e uma artéria mais estreita do que actualmente), conduzindo a sua carroça, provavelmente a caminho da horta.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Escola Primária de Budens 1978/79

Em pose para a posteridade, as turmas da Escola Primária de Budens, em finais da década de 70, do século XX.
Em cima, da esquerda  para a direita: Sérgio (Pépé), Pedro (Zé Bomba), Zé, Rui (Viet), Luís (Canilhas), professora (Florinda) e Dora.
Em baixo, da esquerda para a direita: Carlinhos, Dario (Orelha), Xana (já falecido), Dora, Telma, Célia, Carla e Helena.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Budens

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Budens foi fundado no início dos anos 80 do século XX, por Maria Paula Cravinho, com a colaboração de António Luís Lucas (acordeonista) e de Manuel Firmino (do Rancho Folclórico do Marítimo, de Lagos).
Estas fotografias foram captadas cerca de 1980, aquando de uma actuação na Praia da Salema.